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Seleção Brasileira denuncia falta de estrutura na Copa América Feminina

Publicada em: 17/07/2025 17:26 - Esportes Brasil

A participação da Seleção Brasileira Feminina na Copa América, disputada em Quito, no Equador, tem sido marcada não apenas pelos jogos, mas também por críticas à infraestrutura oferecida para a competição. Jogadoras e comissão técnica demonstraram publicamente insatisfação com a organização do torneio, especialmente em relação ao espaço destinado ao aquecimento das equipes.

Durante a vitória sobre a Bolívia, a delegação brasileira enfrentou dificuldades para realizar a preparação pré-jogo. Por orientação da Conmebol, os times foram impedidos de utilizar o gramado para o aquecimento, sob a justificativa de que o uso poderia causar desgaste ao campo. Como alternativa, as jogadoras tiveram que se preparar nos vestiários, em áreas consideradas pouco adequadas para atividade física intensa.

A camisa 10 da Seleção, Marta, classificou a situação como prejudicial ao desempenho das atletas e destacou as condições climáticas e de altitude de Quito como fatores agravantes. “Essa situação realmente atrapalha. Não havia espaço suficiente para as duas equipes, mas ambas queriam se preparar. Não entendo o motivo de não podermos aquecer no campo. Isso ainda é pior para nós porque aqui é muito abafado e tem altitude”, comentou.

A meia Ary Borges também se manifestou de forma crítica, pedindo maior união entre as seleções diante das dificuldades enfrentadas. Segundo ela, houve confusão no início da partida e falta de empatia entre os times, além de uma gestão inadequada por parte da organização. “O que a Conmebol está fazendo é ridículo”, afirmou.

O técnico Arthur Elias foi ainda mais enfático nas críticas. Em entrevista após o jogo, o comandante da Seleção comparou a estrutura do torneio a competições amadoras e questionou diretamente a postura da entidade.

“Até jogos de várzea são mais organizados do que isso. Gostaria de perguntar ao Alejandro Domínguez se ele conseguiria aquecer em um espaço de 5 ou 10 metros, com cheiro de tinta. Na Copa América masculina houve uma estrutura enorme. Por que no feminino é assim?”, questionou.

Elias também destacou a responsabilidade da Conmebol diante da proximidade da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil. Ele reforçou seu compromisso em colaborar para que a competição represente, de fato, um avanço para o futebol sul-americano. “Estamos juntos para fazer essas reflexões e cobrar quem precisa ser cobrado. Estou sempre à disposição para colocar esses pontos em alerta”, concluiu.

Atualmente, a Copa América Feminina é disputada em dois estádios em Quito: o Banco Guayaquil, localizado nas dependências do Independiente del Valle e com capacidade para 12 mil torcedores, e o Gonzalo Pozo Ripalda (Chillogallo), que pertence ao Sociedad Deportiva Aucas e pode receber até 18.799 espectadores.

As manifestações da delegação brasileira reacendem o debate sobre a disparidade estrutural entre torneios masculinos e femininos, e reforçam a necessidade de melhorias na organização do futebol feminino no continente.

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